segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Funcionários perfeitos.


 
 
"O sorriso que ofereceres, a ti voltará outra vez".
Abílio Guerra Junqueiro


Os gólens estavam por lá e aí que o problema então deveria ser a falta de funcionários. Mas estamos todos aqui e não fazemos nada. Eu me predispus e tentei entrar para um grupo de japoneses. Queria ganhar um “ao vivo”. Mas me descobriram lá e  logo sofri discriminação. Nem fiz nada e já fui demitida. Tinha veto. Tinha ódio. Não cheguei em nada. Não consigo entrar para o tal de “serviço”...

Conseguiam em alguns setores “ligar” de repente todo um corpo de funcionários. Eles faziam todo tipo de cena, tinha gente tomando café, outros cruzavam as pernas em conversa com gerentes. Fingiam resolver. Mas estranhamente, nada funcionava. Não entravam em nada, lhe parecia. Era barrada e perguntava:

-Cadê o papel? Não estou vendo nada disso! Cadê o papel?!

-Estamos sem sistema. Daí que a Sra...

-Mas nunca tive acesso! 

Eles pareciam uma instalação mesmo. Olhos metalizados, pele esquisita. Brancos demais. Inchados. Se apertássemos seus braços, talvez desmaiassem. Era um tipo de porosidade, mas eles eram toda uma cena. Estavam interligados. Não me entendiam mesmo!

Desligaram a instalação e todos desapareceram.

Chegaram os robôs mas esses eram sempre descobertos, queimados em algumas funções. Alguns saíam correndo depois de se darem conta aonde estavam. Viam tudo de uma forma diferente e jamais entendiam nossas frases. Ouviam sempre outra coisa.

Sem conseguir resolver nada,  fora encerrada.
...

Tinha instalação, robôs, criação de gólens...

Esses rapidamente cresciam e já iam trabalhar, o problema era esconder a mutação. Era sempre uma mistura de gente com bicho (horror!). A pretensa “dona” do  banco tinha asas e traços de tarant.; outro já escondia a orelha que era muito grande; a outra possuía uma espécie de saia com penas no traseiro...era filha de uma galinha...

Era para aparentar normalidade sempre.

Para se manterem sempre jovens furtavam um tal de “mistério gozozo”. Bebiam as mulheres e seus óvulos. O mistério gozozo não era o gozo, era um líquido da mulher, contido nas pernas. Também colhiam (furtavam, com base num falso decreto) o próprio gozo, ejaculação, esperma...vários líquidos humanos que eram tomados pelos gólens para que continuassem.

-Tem que queimar isso e não pode mais retirar nada! Ela não vende, nem doa nada! Não vai ficar sem vitalidade!

Nem ligavam e continuavam o furto, ficavam exaurindo o pessoal, em nome de um pretenso “tratamento”.

Com o esperma esses monstros eram crescidos, retirados de várias barrigas, alguns saíam até da garganta, como o monstro “Infinito”...que mais parecia um calango...

-Ela iria ficar sem garganta...até que lhe retiraram o monstro...

Para nós era a guilhotina certa, mas falsos humanistas não queriam aceitar, e fugiam com a criatura sem cérebro. 

-Vá para longe! Muito longe! (gritava a Tarant. para uma aranha com pernas.)

Para nós era sempre recusado isso ou envelheceríamos mil anos. Falava para seus cabelos brancos que apareciam virtualmente:

-Está sempre recusado!

E os seus cabelos pretos voltavam.

-O Sr. quer criar uns monstros sem cérebro? (perguntavam para um padre )

-Quer tentar nos matar?

-Não pode mesmo!

Eles não tinham cérebro, mas eram “pilotados” por vários. A partir da presença de uma espécie de cadeira, em prata, que suportava a parte de trás do corpo. O controlador falava num microfone, e eles tudo repetiam, então não parecia que eles tivessem algum problema. Quando se conseguia retirar a tal de “cadeira”, alguns desapareciam mesmo! Sem deixar vestígios.

Na maioria das vezes se chegava à tal de Valent*., dando ordens.  Era uma grande maldade então tudo que a máfia fazia.

Chegavam a envolver a vítima, criar todo um clima de sedução, somente para que fossem às vias, então no ato do prazer, aparecia a dama da Cincup ou outro empregado, com uma louça prateada, ou com um aparelho, apenas  para lhe seqüestrar aquele líquido...

Outras vezes se chegava à bruxaria, através da clone da Mãe de S*, então tudo continuava sendo uma grande maldade, fazia-se a amarração entre um elemento do tráfico nada a ver e outra pessoa dita “normal”; não dava nada certo; então se colocava o tal de casal numa espécie de “instalação” e uma paixonite intensa surgia.

-Eu só penso em você...

(A rede inteira?)

De tanta paixão, em seguida, acontecia uma sugação dos líquidos dessa pessoa para manutenção da vitalidade daqueles monstros...

-Ele está me bebendo...

(Não gostaram, os elementos do tráfico, dessa autora, tentavam lhe “fechar” com azeite queimado e sujo, a mulher sob ordens de algum malvado tentava isso...mas fora descoberta e morrera, tendo ficado presa em óleo quente. Não sei se irá voltar...)

Era também  a “ocupação” do fantasiado como padre de apelido furtado de outro padre, o Lebr*!

-J’ai pensé qu’il était explosé! Comme ça je  l’ai volé!!!” (davas risadas o padre-ladrão)

-(Pensei que ele estivesse explodido e lhe roubei!!)

O Lebr* clone, preferiu outros funcionários e chamou uma da espécie Ange, talvez uma gólen, de qualquer forma era ela que agenciava:

-Je veux d’autres fonctionnaires...je n’a pas aimé ça!!! (quero outros funcionários, não gostei desses!!!! - e mostrou um grande volume de reclamações de bancários em greve.)

-On travaille avec des enfants...

(Nós trabalhamos com crianças.)

-Les golens vont mourir déjà?

(Os gólens já vão morrer?)

-Les liquides vont finir!!!

(Os líquidos vão acabar...)

-Non, on ne peut pas les tuer!!! Ces humains!!!

(Não...Não podemos lhes matar!!! Esses humanos!!!)

...

Em uma casa às proximidades:

-Tá aqui minha ejaculação...tá? Tá tudo bem...(e entregou-lhe um saco contendo o líquido...)

E foi em outra casa:

-Aqui não tenho nada para lhe doar...não...fique com essa cobra que tá aqui dentro do meu braço...só tem isso...tem sangue na cobra...

E chegou a dama do Cincup com uma mangueira prateada, não perguntou nada e já ia lhe enfiando aquilo:

-Ça ne marche plus, pourquoi?

(-Não funciona mais porquê?)

A mangueira não chegava nela. O aparelho nem ligava.

-Vetei e não pode mais!!!

-Custa quanto? (perguntou o japonês)

-Não tem dinheiro que pague!!!

-Saúde não tem preço!!!

-Les golens vont mourrir...-refletiu o japonês.

-(Os golens vão morrer...)

Os gólens envelheciam rápido mesmo e não éramos nunca a favor de tais monstros. Alguns haviam sofrido hipnotismo para acharem que eram gólens. Mas já era outra situação. Choravam por causa da falta de atenção, de mingau, de carinho, um abraço, aquele trabalho era muito penoso...exigiam muito deles.

...

Na sala da administração do banco:

-C’est tout correct!!! Ils arrivent!!! (festejou o clone-Lebr*, depois da assinatura de um contrato com a série Ange*)

E conseguiu seqüestrar várias crianças para o trabalho. Seria o seu exército! Mesmo ela própria não sabia mais quem era...se era uma instalação, um robô, um gólen, ou uma “esticada”! Mas não pensava mesmo...e foi embora.

Engravataram as crianças e lá se foram eles. Passaram-lhes crianças por um aparelho e já saíram de lá maiores, com os seus lá...uns 20 anos...

Se espalharam. Se reuniram com o santo. A porosidade da pele era diferente, evidentemente que não possuíam digitais. Não era para trabalhar perfeitamente. O padre realmente tinha medo das máquinas. E não estava lá para trabalhar...de fato.

E ficaram por lá, lindos, os projetados...nenhum problema na face, ninguém perceberia...

A Valent* que fazia a guerra, toda magoada, era uma filha dela, esticada.



PetrinaDhaza, 21/12/2013 14:56:23 e 06/01/2014 às 21:23.


 

 

 

 

 


Assédio! Vá de retro!!!

 
 


Reze um Pai-Nosso antes de ler ou depois.
 
-Belzeb*, barrabá*...
-Tá recusado! Vá de retro!
-Belzeb*, barrabá*...
-Tá recusado! Vá de retro!
O sujeito pareceu que era surdo e, aos pés da pessoa que ainda repousava, ainda insistia:
-Belzeb*, barrabá*...
-Tá recusado! Ponha-se daqui! Vá de retro! (o pessoal responde e daí?)... Vá de retro!
-É que a gente tem que lhe iniciar...
- Vá de retro! Não tem não...vejo o pessoal cheio de pulgas quando vocês me ofertam...até as minhas gatas limpas eu vejo assim... Vá de retro! São os maus-tratos? Fique longe! Vá de retro!
A imbecil ignorou o dito e continuou:
-Belzeb*, barrabá*...
- Vá de retro!
A vítima ficou se coçando...não suportava aquilo. Decidiu dar voz:
- Vá de retro! A sra. está presa...e o primeiro já foi levado...Não é não!
-O seu nome está sendo apreendido pelo Governo?
- Vá de retro!Tá recusado!
- Vá de retro! O Sr. não irá conseguir nada com o meu nome!
-Não colabora?
-Com esse governo não...minto, ajudei em algumas coisas, mas eram fatos corretos, corriqueiros...
-Belzeb*, barrabá*...
-Vá de retro!
O sujeito se ajoelha ao lado da cama da vítima para fazer imprecações do mal.
- Vá de retro! Tá recusado sempre!
Eles chegavam a se jogar no chão somente por uma simples recusa. Outros pareciam que iriam virar no bicho...lá, no decaído deles...
-Eu cheguei para matar ela...mas tem que rezar isso antes...
- Vá de retro!
E lhe invadiram o quarto. A mulher passou um cuspe na sua testa, lhe cumprimentando. Já ia falar o  Belzeb*, barrabá*...( Vá de retro!) mas alguém lhe levou...não poderiam matar ninguém. Nenhum combatente. A guerra já se ia longe...ninguém sairia sem fundos dessa.
Chegado outro, com dinheiro que já lhe pertencia (porque marcado) lhe mostrou, de dentro de uma mala:
-Tudo isso para a Sra. renunciar!
-Mas esse dinheiro já é meu!
-E pra desertar, quanto é?
Desmaiaram-lhe. E foram embora. A japon. não gostava de delongas.
Outro chegou com punhal e fora arremessado depois do Belzeb*, Barrabá*...
- Vá de retro!
Aí seu pai perguntou:
-Por que que estão nos perseguindo? Eu também!
-Eu não lhe mostrei aqueles papéis? O Sr. não me mostrou o seu extrato? Eu lhe dei dinheiro mesmo, mas eles desviaram por um tal “desvio de rota” que a Pr* descobriu lá na Tinn*!!! É um programa!  Daí que o Sr. é um esvaziado! Como é que o Sr. vai recuperar o seu din.? Eles descobriram que eles não podem lhe matar, vai ver que o Sr. recebe...mas eles querem lhe assimilar, lhe incluir, como sócio lá deles, só assim eles vão conseguir lhe aceitar, eles não toleram a gente...querem nos derrubar...
-É assim, se o Sr. virar doido...decaído...pegar as putas...beijar os viados...tá tudo bem!
-Eu sou de Deus eu não quero nada disso! (foi lá o papai declarar para a máfia! Ai meu deus!) Páre de me azucrinar! Vá de retro!
-Eu vou mandar prender!
Os braços dela continuavam cobertos com cobras, com aquela dor, e o sujeito negro que fica plantado ao lado de sua casa, somente para sujá-la o dia todo e aplicá-la todo tipo de gordura, já estava lá, já havia chegado. Cheio de graça, o imbecil fora lá dizer:
-Já estamos aqui!
E foi lendo também o Belzeb*, barrabá*...e se explicando:
-Tem que lhe encargar!
-Não mesmo! Desista! Vá de retro!
Eles a paralizavam...não sabia se conseguia responder algo...mas começava a se coçar e se via cheia de pulgas...talvez fosse o pedido por maus-tratos...
- Vá de retro!
--É o seu cu que não tem fundos! (disseram lá  pra mulher, ela esqueceu qual era o problema...chegou um loiro...)
Pensara a respeito: quem iria querer um funcionário que surta para o lado do diabo? O sujeito não iria suportar olhar para o dinheiro, iria já querer roubá-lo, furtá-lo. Entrando para o diabo, ele teria que primeiramente entrar em algum tipo de golpe, depois iria decaindo cada vez mais...se viciando em alguma droga...até que chegasse ao inferno mesmo, se tornando sempre um insuportável empregado, que faz o que quer e que faz tudo errado, no sentido de sempre desviar o din. e não entendi porque o cofre, justamente o cofre, fosse precisar de ladrões...vamos lembrar que esse barra. era um ladrão...que que eu tenho a ver com isso? Que se virassem...não sei nem aonde fica...
- Vá de retro!
-A sra. não é funcionária?
-Eu não!
Outro, invadindo sua casa:
-Vim confiscar!
Daqui a pouco esse ordinat. era devolvido e o sujeito era preso. O próprio (que se dizia juiz)  já estava confiscado. Essa era a lei para quem nada deve, nada tem a ver com confisco. Mas continuavam a não querer passar pelo pagamento, seras*, SPC, e nos jogavam já no (cadastro de endividados, funcionavam talvez dentro do próprio ScPC), protestos...sem caminho, sem documentação, simplesmente afirmavam confisco, com base em atos autoritários.
-No tráfico tudo é rápido!!! (afirmava a clone da Iv*, orgulhosamente)
 Resolvera não esquentar e acionara seguros vários. Não lutaria diante de furtos.
A gov. resolvera se fantasiar como juiz, a 54*, acordávamos já todos furtados e vitimizados por vários tipos de golpes, como esse, do confisco. Agora entendemos que talvez faltasse um trabalho do cofre mesmo no sentido de finalizar operações de pagamentos de cheques, mas, como consumidora ela nada devia e não era funcionária de canto algum! Entendera isso e agora fazia a resistência.
-Saio quando eu quiser e na hora que eu quiser...e não sei nada sobre isso...sobre dívidas...
- Vá de retro!
No cofre:
-Mas essa menina? Eu não vou cobrir...(dizia a ocupação...diante da minha foto...)
-Ela vai se ferrar! (comentava a pretensa dona)
Havia uma luta pelo seu nome e a dita F. G.* só se apresentava com ele...
-Eu não tenho mais digitais! (falava, saltitante...)
-Tudo bem Pr*? Quem é essa aí?
-Essa aí...(falava tola, enrolando os cabelos, estava amando...)
 Foi interrompida pelo pretenso juiz:
 -A sra. tem 24 horas para sair daqui!
-Então me tire! Eu recuso a expulsão e lhe devolvo a mesma!
O sujeito pareceu que fosse se ajoelhar...ainda tentou lhe grudar um plástico na boca. Mas foi interrompido por alguém. Fora levado. Parece que...não sei.
Ptric* era seu nome. Mas ele queria esse nome para ele, a gov. também,  a “dona” do cofre também, o pretenso juiz também. Mas nada era aprovado, nada encontrava êxito.
-É guerra?
-Já é guerra faz tempo...
-Belzeb*...barrabá*...
- Vá de retro!
Eram presos no ato. Não dava para tolerar aquilo. Enquanto não fossem levados, ficavam pagando...
-Me prende aí...
Foi cuspir. O pretenso lhe beijou.
- Vá de retro!
PetrinaDhaza, 21/12/2013 22:36;  e 06/01/2014. Às 20:25.


 


Seqüestros estranhos: totem convida.



 


 

"Neófito, não há morte."

(Fernando Pessoa)

Os fantasmas resolveram achar que todos somos iguais. Morrendo, iríamos para a mesma cova. Nos tratavam já como “almas”.  Alguns haviam já se aproveitado, doado nossos órgãos e vendido nossa arcada dentária. No outro dia nos entrevistavam para terem certeza, conforme a lei. Fomos tidos como “condenados”...sem nenhuma causa aparente.

-Não dôo nada para ninguém. Não dôo órgão nenhum e podem esquecer dos meus dentes!

-Não tem deserção?

-Nunca!

-Não renuncia?

-Nunca!

-Não se coaduna?

-Nunca!

-E se eu lhe comprar?

-Não tem dinheiro que pague...

Não sei se a mulher fingiu escutar outra coisa.

Com isso, tentavam já arrancar nossos dentes. Alguns entravam em nossas casas, nos invadiam e ficavam enfileirados nas paredes, à espera que alguém dormisse. A pessoa tomava realmente um susto com aquele cadáver pulando sobre ela, tentando lhe beijar...estava vestido de padre, com o rosto carcomido, mas contou outro dia que estava procurando uma puta para transar...mas seria o mesmo?

Tinha outra instalação que jogava o pessoal em portas (não gostei!) além das paredes. O pessoal das paredes abria os braços e lá ficavam...sorriam também...vai ver que eram falsos...

-Essa aí já é alma faz tempo...(comentou uma puta indecorosa).

-A gente acha que é por isso que ela vê...

Não era nada disso, achava. Era um comando na.

-Eu não quero mais ver esse horroroso, eu não gosto de cemitérios...se engraçou com a minha cara...eles são da id. e acham que vão levar a gente...

-Não deu nada certo a macumba desse velho...ele fez de tudo e agora é ele que é despossuído!!!

-Eu vou lhe queimar!!! - Gritou.

-Quem mexe com Xó.  é queimado!

Achávamos que as criaturas saíssem das paredes. De repente, um braço nos dava uma cana, por trás,  e já estávamos seqüestrados. Por fantasmas. Ou será que era de novo o controle remoto?

Parece que chamavam e que passávamos surtados por portas, conduzidas por padres, parece que o surto queria falar. Mas era algo do inferno. Ela era uma cocaína. Passávamos com o corpo e tudo. Parece que ela tentava “acordar” e nada reussia...

(Até que lhe jogaram no SPC por não-pagamento de cocaína!)

Outro seqüestro estranho era essa da jogada. De repente, já estava afogada. Mas estava almoçando... Via a grande onda lhe cobrindo mas estava apenas sentada...e, ainda em casa, estava já com os ouvidos entupidos e com os cabelos ensopados. Mistério...com água de outra época...

Lhe seqüestravam mesmo. Saía na hora do almoço, ou do jantar, durante a refeição! Após um caldo quente. Maus tratos lhe afogava num tanque ou lhe jogavam em águas paradas ou em ondas de outras épocas. Ele lhe tocava e ruminava lá a imprecação suja deles...já estava em casa de volta, cabelos ensebados, iria terminar a refeição, a carne também ensebou-se, maus tratos só de chegar perto ela já estava mal...ficavam lhe ofertando...jamais pedira aquilo.

Como finalizaria o contrato de tratamento dos cabelos no horário do almoço e/ou do jantar? Aonde estava isso? Seu banho era suficiente. Ninguém precisa se banhar com saliva, sebo, e/ou mesmo se banhar (jogada de óvulos nas partes, deus me livre)...

Vocês não prestam...

Por que tem que ser na hora do feijão?!

O ataque de poeira: acharam muito bom aquele ataque de onda e resolveram lhe jogar na poeira. Em minutos, era deslocada. Na volta já estava toda coceirenta, tinha sido jogada numa rua de piçarra, só poeira. O rosto era só ácaro.

Os ossos na cabeça como uma espécie de coroa já era outra coisa: queriam se casar...e ele iria chegar.

Falava para os ossos:

“Está recusado!”

Sua cama também era subitamente deslocada, ganhara umas assombrações  em ossos africanos, uma tarântula numa das extremidades e ficava tudo muito empoeirado. Não conseguia mais dormir.

A Tarânt. não era ela. Como iria se livrar daquilo?

-Não...eu não sou sua mãe...recusei golagem...

-Casar? Eu nem lhe conheço! Não fui eu...que fiquei...é certeza!!!

Nas iniciações era sempre tudo igual, esquematizado. Ouvira falar que caíra em teias. Que treinara, etc. Mas não era por isso que iria se transformar...sempre tinha um templo, espécie de espaço, dava-se  uns passos e lá no canto esquerdo parava-se para realizar o gesto característico daquele totem, sempre relacionado a tal animal.
 
(Era descida!)
Depois se tinha que transar com um deles, com alguém tido como um sapo, por exemplo, ou tido como tarant. Ou tido como... etc. dentro daquele ritual...

-Parabéns! Agora o Sr. é um de nós!!!

(Só sabia disso...continuava gente mesmo...)

Se um negro, se um loiro, se um macaco, se um chimpanzé...na outra vida voltaríamos como aquele totem cultuado.

-Tu transaste...tudo certinho...agora...na outra vida...tu vais voltar como negra...(disse à mulher, após o ato.)

Se era ritualístico, recusava. Se doou, já era.

Não estava fazendo.

 

PetrinaDhaza, 18/12/2013 às 15:17 e agora. 20:09.


 



 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Tarântulas, aranhas...reconhecimentos. Das relações. O cobrador.



"Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti."
O ataque da tarant.

Tinha batráquios de aranha a retirar...horror! Chegavam a lhe picar na garganta, crescidos com líquido não-permitido, para que o truc fosse visto e retirado...mas achava aquilo uma falácia!

Retirou um sapo.

Ela não era um sapo, mas dormia e começava a coachar.

Depois apareceram outros tipos de monstros, nunca jamais vistos. Teriam sido colhidos no espaço? De alguma forma haviam sido reduzidos a um chip, não acreditava que convivesse há anos com monstros na garganta.

Chegavam a criar em laboratório gólens de animais que se agigantavam...tudo pela diversão!

Saiam e em pouco tempo já estavam andando e daqui a pouco já iriam findar. Ela iria dizer que era tudo uma brincadeira, mas não...sofremos com aquilo! Que parassem, não era nenhum ET para aceitar um lance daqueles!

E a Tarant. disse:

-Eu vim só para retirar...quem teria coragem?

E lhe retirou uma da garganta e aparelhos - lhe contaram -  a coisa se agigantou e fora embora com aquela tarântula colada no traseiro...

O pessoal que não se doava, também por raiva e resistência, eram vistos em surto, de repente...jogavam-se no chão de quatro e se via uma tarântula colada em seus traseiros...tudo virtual...falavam com muito ódio...que não se mexesse com eles...eram uns convictos!

Não...estavam mesmo portando...até que lhes retiraram o bicho...sem imprecação nenhuma!

Achou que fosse macumba...pensou que possuísse mesmo uma tarant. como se fosse um espírito protetor no seu carrego...

-Não tem isso?

Ocorria  também com isso a questão do reconhecimento. Faziam lá um tipo de oração, murchava com aquilo e entrava não se sabe aonde...a pessoa sempre queria saber se ela era...se fazia parte...nesse caso ela procurava as tarant.

Tinha reivindicado o direito de não-namorar. Parece que as aranhas não se doavam, era por isso. Com isso alguém deveria ter-lhe indicado...Tinha fama de difícil...sonegava a todos e odiava todo mundo naquele momento...

Com isso, lhe colocaram para as aranhas...não fazia...
Foi assim que quase ganhara um arak no nome!

Tinha achado legal...iria para um treinamento somente com teias...tinha que combater...achou que fosse emoção e aventura e, com isso, não achou nada demais naquilo...

Outros lhe procuraram. Para saber se ela era:

Neve...

Falavam que ela era fria e insensível...

Peixe...

Falavam que ela era filha do peixe...

Mas descobriram...não...ela era de outro tipo.

E descobriram que ela chegava a criar teias de aranha...mas não...não suportava tanto assim...o teste era justamente limpar bastante as partes da  pessoa, retirando-lhe problemas para fazer e depois ela deveria ficar mesmo sem fazer...muitos surtavam ou todos surtaram...viu-se o pessoal falando com ódio...a aranha no traseiro...mas não iriam fazer! Tinham afirmado que quem lhes comandava era a cabeça de cima...

 Mas depois não achou mais interessante: viver para ficar com as partes todas fechadas não iria dar... para aceitar...à noite, elas se fechavam não importava como, para que ninguém mesmo as achasse...era bem assim. Nem que fosse com pedras...

Também gostavam de um leito sujo e mandavam empoeirá-lo bastante. Chegava-se também a comer poeira e pedra, para que a pessoa se sentisse entre elas...O enfeite com tarant. nas extremidades da cama era um convite para entrada nesse mundo, no das tarant.

Depois lhe disseram que as aranhas matavam e isso talvez fosse anúncio para matar...então teve que contar:

Não, não era lésbica. Já havia feito. Com homem mesmo.

-Olha, eu também já fiz, olha...

-E sou a favor do vibrador...

-ENTÃO ELA NÃO É TARANT.!!! (exclamou a juíza das tarant.)

-Ela não é então?

-É pra ela escrever...

PetrinaDhaza, 21/12/2013 22:49:48 e 09/01/2014.


Era uma vez...o cobrador.







"O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso".
Friedrich Nietzsche
Era verão, era inverno, era primavera. Os ipês estavam todos floridos. Prosseguia com suas rotinas intelectuais, parecia estar tudo normal. Fazia esforços para assimilar textos novos.

Mas fora invadida e não havia compreendido. Vira um vulto correr rápido de sua casa, um magro, muito branco, não o conhecia, estatura mediana. Depois achou que não, havia sido uma impressão, somente. Trocava sempre de chaves de tempos e tempos e havia aprendido a fazer barulho a partir da porta, a partir da colocação de um alarme barato. Realizava o sonho americano de morar sozinha! Havia conseguido afastar muitos, não gostava mesmo de certos tipos estranhos de assédio. Já observava isso naquela época. Parecia mortal. Ficava desconfiada. Contavam ter havido uma verdadeira batalha naquele distrito para afugentar elementos do tráfico, inclusive com explosões de carros, criações de armadilhas, fugas imprecisas, chegada até da PF.
A PF fora obrigada a comparecer. De vez em quando achava que havia sido jogada na rua, durante uma chuva, largada ao lado da lata de lixo. Ficava ensopada, era chuva mesmo e era jogada, e aquilo havia se transformado em rotina!
Achava que estivesse sonhando, tendo pesadelos intermitentes, sendo, de alguma forma, cercada.
Sensação de que brigara, lutara muito e aquelas sombras estavam a ponto de matá-la! Até que, depois de serenata barulhenta, em que eles cantavam alto, bêbados, como se fosse mesmo uma despedida, o inferno parece que desapareceu, de repente! Mas achou mesmo que aquele aglomerado bruyante fosse mesmo acabar com ela. E, como por milagre, subitamente a bandidagem evaporou.
Não sabia como, o ar estava mais leve e agora os pesadelos haviam passado.
Eis nos longe então dessa luta. Não, estamos na mesma luta? Os perseguidores acabam de lhe encontrar novamente. Deve ser acerto, para as nossas, dessa vez. Daquela vez, os imbecis sumiram, mas continuamos todos pobres. Eles saíram de lá mais ricos, não se sabe como e nós apenas continuamos com nossas rotinas.
Eles fugiram para os Estados.
Eles foram expulsos dos Estados.
Aqui estamos nós perto de outra festa. 
Não temos obrigações.
...
A loura entrou em sua casa e encontrara o solitário estudante dormindo. Era da Polícia, falara algo e portava já as algemas para levá-lo. Ele não acordava. A loura havia bebido muito no bar ao lado, para criar coragem.
Falavam muito mal daquela habitação e aquele sujeito, altamente psicopata, já havia matado muitos e ela seria a próxima. Tinha já até apelido novo e havia ganho qualificações como o de bruxo, macumbeiro, algo assim. Tinham construído uma autoridade para a casa e para ele, de modo que ele se orgulhava de ser respeitado, mas era difícil arrumar um namoro, naquela cidade, todos sumiam, não conseguiam construir relações mais duradouras. Corriam dele, não podia falar seu nome ou dizer aonde morava. Passavam mal e saiam correndo.
Estava ficando carente.
Aquela loura parecia uma solução, não acreditou naquilo, seria  trote de algum amigo? Não iria mais falar na internet, tinha paranóia com invasões.
Achou que fosse jogo. Simplesmente retirou-lhe as algemas, foi ele que a prendeu sorridente no espelho da cama e enfim não cultivou mais teias de aranha! E o sobrenome como Arak desapareceu!

Isto é: não passou.
...
Muitos anos  mais tarde, soube então que era tido mesmo como presidiário e que aquele serviço era sério!
Iriam levá-lo ao presídio como “con” mesmo, aquela turma do bar ao lado!
Agora lhe contaram também que possuía muitas dívidas e que aquele serviço era simplesmente de cobrança. Faziam isso com a pessoa: eram só humilhação! Envolviam somente para prender, machucar, magoar, davam e puxavam o tapete ao mesmo tempo, faziam jogo. Davam atenção, ao mesmo tempo que desprezavam, olhando para o tempo. Era um exemplo.  A pessoa tinha ido lá...somente para humilhá-lo até que pagasse! 

Ele era sempre apresentado como alguém desqualificado...não se sabia como sobrevivia...como morava ali...

Perto da nova paquera ele realmente se sentia inferior. 
E havia sempre a tal de dívida.
Que não lhe beijassem então: ficaria com raiva.
PetrinaDhaza, 21/12/2013 23:44:53 e 09/01/2014.









sexta-feira, 14 de junho de 2013

Nunca Mais

"Malkut é Malkut e basta.
E o que me resta é estar aqui, a contemplar a colina.
É tão bela".
(Umberto Eco, O Pêndulo do Foucault)


Da espera nada falaremos agora. Nem dos chips salafrários. Nem muito menos dos escritores-fantasmas e dos pesquisadores furtados em seu curriculum. Falaremos sim das origens.
No início de tudo existia o pó.
Deus olhou para a criatura e disse:
"Bicha, tu tá aí sozinho, vou arrumar uma companheira pra ti!"
E arrancou-lhe uma das costelas porque muito osso nem lhe ficava muito bem.




MINHA EXPULSÃO DOS ESTADOS


“Derubá, derubá!!!”
(música árabe, de guerra)

Mandaram me dizer, parece que me mostraram papel eu nem liguei. Que horas que penso nos Estados?
Não dei importância.
Acabo de saber do esquema. Primeiro: nos infernizam no nosso estado mesmo. Depois nos convencem de que somos malquistos, muito odiados mesmo. É melhor procurar a imigração! Como nem ligo para terrorismos nem fiz nada. Isto é, nunca pedi imigração, a coitadinha mal-amada! Nem namorado tem! Cadê as relações?
-Olha, eu nem pensava nisso...descanso, me estressei, me esgotei...
-Estão por aí...
-Nunca procurei mas me abordam muito acho, deve ser via cabeça mesmo...para eu imigrar...
Depois o convite insistente, enviado de longe foi para que eu fosse faxinar...
-É para LIMPAR!
-Não é limpa de sistema?
-Não, é faxina mesmo!
-Ah, sou torta, não limpo!!
-E deram passagem pra vocês por acaso?
-Não!
-Piorou!
-E imigração, Ptrc*!
-Não fui lá ainda, mas meu interesse nunca foi o de imigrar...
-Só me mandaram o recado.
Depois de infernizarem em relação ao tema “imigração” e depois da recusa (em ir faxinar!) parece que a pessoa seria expulsa...
E foi o que aconteceu: infernização-imigração recusada – faxina e convite recusados: expulsão!
Daí já me enviaram a imagem de uma casa que seria minha por lá no escombro, porque quem tem patrimônio no local esse é destruído.
Bandeiras teriam sido todas queimadas.  
Não me abalei. Poderia ser só uma maquete, um teste, coisas assim. Detonaram com a tal da casa.

Gr1 chegado, menina expulsa, foi alegremente dormir naquele condomínio com a chave recém-conquistada em mãos.
Cadê a casa?
Não expulsou a menina?
Depois o urubu se confundiu de país e veio me expulsar daqui de casa mesmo. Daí pegou. Não vai rolar, sinto muito. Devolvi o mesmo para ele. Devido aos ataques sofridos contra a minha saúde, espero que ele não volte mais a colocar os pés por aqui!
(Mas já não se sabe mais se era ele mesmo...depois o causo já se tornou problema de família. Enviavam-me imagens de parentes...não...não é...não vai dar...é meu primo?!)
Conta-se que aqui ele aterrissava somente para matar urubus. Fiquei com pena dos urubus mesmo. Cheguei a vetar matanças, cadê os urubus do Vero? Mas parece que estava por aqui o homem (que não gostara dessa sua faceta) e queria expulsar a todos mesmo.
Depois dessa é que soube da guerra declarada: há anos nos declarou guerra (props. catalogados, em investigação; guerra declarada em meados de 2003, suspeito, por causa do surto na aviação) mandou ordens e a guerra chegou à Rede Gló* (tudo pelo programa de terrorismo, acho) e depois ao Planalto. Não estavam nem vendo quem eram aqueles anônimos, quando eu vi toda a minha família estava lá, ora com os seus, nossos rostos apelidados, ora somente com os nossos nomes civis sem imagem (era segurança!). Mas o negócio é que ataques nos ocorriam automaticamente e não entendíamos nada. Nem ligavam. Devia ser rotina isso aí por lá. Aquilo não era nada.
E o homem finalmente contou seu segredo:
Ele se parecia com Santos Dumont. Era certeza de que estava sendo roubado na tal de Reforma (agrária)! Delirava. Mas contava, era obrigado. Tinha que dar satisfações sobre aquela guerra: e foi descrevendo o que faria comigo, espécie de palestra, para que a mulher parasse de defecar.
Há anos que sofre. Tinha gente que já havia lhe jurado.
Daí que nem liguei, estou expulsa dos Estados. E daí?
Não estava... não sei...


PetrinaDhaza (original), 22/03/2014 13:35 e 14/12/2014 22:53:30